sábado, 15 de outubro de 2011

Guadalajara festeja com emoção, beleza, metralhadoras e 11 mil soldados nas ruas

 

Publicado às 09:53 7 comentários

Reinado Marques/Terra)

Um lindo jogo de luzes tomou conta do Estádio Omnilife (Foto: Reinado Marques/Terra)

Bob Fernandes
Direto de Guadalajara

Estádio Guadalajara, duas horas e quinze minutos de cerimônia, inauguração dos 16º Jogos Panamericanos. A vida como ela deve ser, como se quer que ela seja: beleza, cor, emoção, música, amor, arrebatamento…

Guadalajara, México, do lado de fora do estádio. A vida como ela (também) é no país que sofreu quase 50 mil assassinatos nos últimos cinco anos, resultado de confrontos e emulação entre a narco-guerrilha e o Estado quase narco. Onze mil policiais e soldados do exército patrulham a cidade e cercanias.

Cenário de ocupação na metrópole de 6 milhões de habitantes. Carros leves de ataque com metralhadoras. Seis helicópteros militares – três deles, os cinematográficos “Falcões Negros”. Um avião de combate não tripulado. Espalhadas pelas ruas e avenidas, 650 câmeras a vigiar.

Avenida Vallarta, a caminho do anel periférico e do estádio, três pistas: uma, trânsito quase livre, para quem vai à festa como convidado. As outras duas, para os comuns, tráfego pesado, quase parado.

Portões de entrada do estádio. Policiais, ou militares, de quatro distintas forças. Óculos escuros, bonés, capacetes, fuzis, ordens e contra-ordens. O vai e volta de jornalistas e convidados:

- É pelo portão 8…é pelo portão 10…é pelo portão 12…é pelo portão 11…não, é pelo 12…por aqui, não, é pelo 11…não, é no 12…

Via rádios, novas ordens, novas contra-ordens… Uma hora depois de idas e vindas, frenéticas confabulações entre policiais e militares, a decisão:

-…Portão 11…

A jornalista do Recorde, jornal de esportes da cidade, desabafa:

-…aqui não se conhece o significado da palavra logística…

Difícil, quase impossível, logística em meio a tantas forças, armas e a infindável quantidade de crachás. Raro, já dentro do estádio, encontrar quem não tenha alguma espécie de crachá.

O estádio. Cento e vinte cinco mil metros quadrados construídos numa área total de 14 hectares. Redondo e iluminado, lembra uma nave especial spilbergueana. A cobertura, de 3.300 toneladas, é branca, em material sintético. Ao centro e lá no alto, presa por cabos de aço, uma coroa de tecido branco, pronta para desenrolar-se sobre o palco erguido no centro do gramado. Encapadas em alumínio, no último lance de arquibancadas, 16 colunas sustentam a cobertura.

Projeto dos arquitetos franceses Jean-Marie Massaud e Daniel Pouzet, o estádio de 49 mil 850 lugares custou US$ 146 milhões e pertence ao Guadalajara “Chivas”. Batizado Omnilife teve, por exigência da Fifa, o nome suspenso durante o Mundial sub 17 de junho último.

Nesta noite de sexta-feira, 14 de Outubro, o Guadalajara volta a ser Omnilife. Está lotado às sete e meia da noite. O locutor ensaia a plateia: como e quais lanternas acender e em qual momento. O locutor acende a plateia:

- Duzentas milhões de pessoas nos assistem em todo o mundo…

Sombrero a cobrir os cabelos totalmente brancos, sobrancelhas e bigodes tão negros quanto os cabelos dos septuagenários cartolas na tribuna de honra, Vicente Fernández está no palco. Ovação para El Rey da canção Ranchera. Voz grave, 71 anos, ele levanta o público com o Hino do México:

- Mexicanos, al grito de guerra el acero aprestad y el bridón y retiemble en sus centros la tierra al sonoro rugir del cañón…

Na segunda estrofe, Vicente Fernández erra na primeira linha:

- Ciña, oh Patria! Tus sienes de querida…

A multidão, em êxtase nacionalista, nada percebe e segue em frente com a letra certa:

- Ciña, oh Patria! Tus sienes de Oliva…

Fim da segunda estrofe. El Rey erra de novo. Canta “’Con’” el dedo de Dios se escribió…” e não …“’Por’” el dedo de Dios se escribrió…”

A multidão nem se toca e avança, a plenos pulmões.

Montados em seus cavalos, Charros (cavaleiros) de sombrero e Amazonas de vestidos coloridíssimos galopam ao redor do palco. El Rey Vicente Fernández, secundado por 22 Mariachis e 40 dançarinas, retumba com “Mexico Lindo y Querido” e “Guadalajara”.

Ao vivo e a cores, três dos cavalos se livram da grama e ração que comeram.

Um único trompetista no palco. O trompete solitário ecoa “El Niño Perdido”. Para quem é estrangeiro, traz à memória o fundo musical de westerns italianos, Sergio Leone, Clint Eastwood dos anos 70. Das mexicanas, arranca lágrimas nas fileiras de cadeiras próximas ao gramado – US$ 140 por cabeça.

Enquanto, estádio à meia luz, “El Niño Perdido” emociona a plateia, são retirados da área do gramado enormes vasos com “Agave”, a planta que termina em Tequila, e símbolo dos Jogos. Começa o desfile de 42 delegações, que desembarcaram no México com seis mil atletas.

Antígua com 12 esportistas, Belize com quatro, Bermudas com 10. Trajando Osklen em verde e amarelo, branco e azul, o Brasil na pista. Explosão de gritos e palmas nas arquibancadas, o Brasil desfila ao som de “Quemandome de amor”, de Moderato.

Cuba levanta a multidão. Fundo musical com Julieta Venegas - “Eres para mí”- e Maná “Negra Linda”. Os Estados Unidos dividem. Aplausos. E o coro que irrompe nas cadeiras próximas ao gramado:

-…Putos, putos, putos…

No México, como no sul do Brasil, “Puto” é sinônimo de gay.

O México sacode o estádio e fecha o desfile. “México, Timbiriche México” e a plateia canta junto. Maná, com “No sufras más”. A multidão entoa “Labios compartidos”. Love’s in The Air.

Suspensos por cabos quase invisíveis, dançarinos e dançarinas flutuam sobre o palco. Envoltos por um cilindro de tecido claro e luzes, criam a ilusão de atletas a nadar, correr, lutar, sacar…

Pausa. Discursos. Fala o governador Emilio González Márquez. Fala Mario Vázquez Raña, 76 anos, mexicano presidente da ODEPA há 36 anos e “O Dono” dos Jogos em Guadalajara. Aplausos para o presidente Felipe Calderón. O verbo é o de sempre:

- Paz…liberdade…justiça social…fraternidade…igualdade…estamos prontos…

Vázques Raña, o governador, o presidente Calderón… as imagens se sucedem nos dois telões gigantes e nas 865 telas planas distribuídas por 315 camarotes, e os corredores do estádio.

Escuridão. Os espectadores e o show com suas lanternas e luzes em cor azul, amarela, verde, vermelha e lilás. Música eletrônica. Sete dançarinas e dançarinos voejam, transmutados em borboletas batem suas asas – de pano. Fogos de artifício. Mais música eletrônica. Frenesi, plateia em transe.

Vipcomm/Divulgação)

Mulher fantasiada de borboleta em Guadalajara (Foto: Vipcomm/Divulgação)

Ópera. José Luis Duval e Lila Daun. Também com ela e ele, boleros: ‘Besame mucho como si fuera la última vez…”. Estádio à meia luz. Priscilla Lomei e Claudia Woistein, 17 anos, quarto copaço de cerveja, cantam, como cantam senhoras e senhores: “Besame mucho…”

Dez da noite. Juanes entoa “El Tiempo de Cambiar”. Paola Espinosa, campeã olímpica mexicana flutua, desce sobre a pira olímplica e a acende.

Dez minutos depois das dez. Alejandro Fernández, filho de El Rey Vicente, canta “El Mismo Sol” e a “Canción de Los Juegos Panamericanos”.

Dentro do estádio a festa chega ao fim.

Saída. Espectadores desnorteados indagam por portões e estacionamentos a policiais e voluntários desnorteados. Portões, pistas, avenidas, tudo engarrafa.

É a logística…

Batedores, escolta para o governador Emilio González Marquéz, escolta de oito policiais federais para uma VIP loura de microsaia.

Escolta para o presidente. Calderón, nesta semana, cinco anos de governo depois, admitiu e confessou; há que começar tudo de novo, do zero. Outra polícia, outros juízes e justiça, outro ministério público, outra burocracia… outro Estado, não infiltrado, corrompido e paralisado pelo Estado-Narco.

Helicópteros sobrevoam, as luzes do estádio Omnilife começam a se pagar.

Onze mil policiais e soldados seguem de prontidão. Guadalajara, o México, estão lá fora.

http://blogdobobfernandes.blog.terra.com.br/2011/10/15/guadalajara-festeja-com-emocao-beleza-metralhadoras-e-11-mil-soldados-nas-ruas/

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Alejandro Fernández–Nuestro SOL! [Wallpaper]

pangdlafacabr

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Enjoy it!

Alejandro Fernández na festa de abertura do Pan 2011 [noticias]

 

Estádio toma forma para festa de abertura do Pan

 

09 de outubro de 2011 • 09h39 • atualizado às 19h33

Estádio Omnilife receberá cerimônia de abertura do Pan em 14 de outubro. Foto: Terra

Estádio Omnilife receberá cerimônia de abertura do Pan em 14 de outubro
Foto: Terra

Rubén Giedrys
César Juárez
Direto de Guadalajara

Faltando poucos dias para o início dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011, os organizadores do evento fazem os últimos ajustes no Estádio Omnilife, que recebe a cerimônia de abertura em 14 de outubro.

O movimento geral dentro do estádio é um pouco calmo, mas incessante. Tanto no campo quanto nos corredores, os trabalhadores se deslocam de um lado para o outro cuidando de todos os detalhes.

Enquanto isso, o campo de jogo está coberto para proteger o gramado. Em cima dele, estão acomodadas cadeiras. No alto, em uma plataforma circular, funcionários ajustam luzes e muitos cabos. Além disso, nos corredores feitos no campo, notam-se algumas plantas agaves, típicas de Guadalajara, a partir das quais a tequila é produzida.

Durante a visita do Terra ao estádio, foi realizado um ensaio da festa de abertura e foram ouvidos nos alto-falantes chamadas de boas-vindas aos atletas em inglês e espanhol. Mais tarde foi entoado o hino nacional local e imediatamente depois foi tocada a música "México Lindo Querido".

Apesar de tudo ser tratado com sigilo, era possível ver um grupo de cowboys montados em cavalos que entraram na arena para ensaiar a participação na cerimônia.

Outro ponto a salientar é o aumento da segurança no estádio, porque em torno do Omnilife se encontravam vários postos de controle da Polícia Federal, que possuem scanners de raios gama para verificar se qualquer veículo ingressa no local com algum tipo de explosivo.

Para a festa de abertura, em 14 de outubro, estão marcadas as apresentações do grupo mexicano Maná, dos cantores locais Vicente Fernandez e Alejandro Fernandez e do colombiano Juanes.

Embora já se conheça o nome de algumas estrelas que estarão na cerimônia, a realidade é que nem o próprio comitê organizador conhece a programação detalhada do evento. Isso porque a parte logística ficou a cargo da Ocesa, empresa especializada em montagem de espetáculos no México que já organizou, por exemplo, shows de estrelas como Madonna e Shakira.

É por isso que as autoridades e os porta-vozes do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos não tem ainda dados ou números exatos da cerimônia. A Ocesa também evita dar essa informação à imprensa, pois existe um acordo de confidencialidade.

Pan 2011 no Terra

O Terra transmitirá simultaneamente até 13 eventos, ao vivo e em HD, dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara via web, tablets e celular.

Com uma equipe com mais de 220 profissionais, a maior empresa de Internet da América Latina fará a mais completa cobertura da competição que será realizada de 14 a 30 de outubro, trazendo, direto do México, a preparação de atletas, detalhes da organização e toda a competição, com conteúdo em texto, fotos, vídeos, infográficos e muita interatividade.

Acesse também a cobertura em:
http://m.terra.com.br/guadalajara2011
http://tablet.terra.com.br
http://wap.terra.com.br/pan2011/


Seu Jorge grava tema do Pan de Guadalajara

Cantor brasileiro fez um dueto com o mexicano Alejandro Fernández na música 'El mismo sol'. Vídeo mostra um pouco da canção

Da Redação esportes@band.com.br

O cantor brasileiro Seu Jorge gravou, junto do mexicano Alejandro Fernández, o tema oficial da  dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que começam no próximo dia 14, no México. A organização do Pan ainda não mostrou toda a canção, chamada “El mismo sol”, mas no vídeo divulgado nesta terça dá para saber que a música é cantada em espanhol e português.
No mesmo vídeo, Seu Jorge se apresenta e agradece ao parceiro no dueto e aos produtores pela oportunidade de gravar a música. O lançamento oficial está marcado para o próximo dia 11.

 


Cantor colombiano Juanes confirma show na abertura do Pan
07 de outubro de 2011 • 10h18 • atualizado às 10h39

Com cinco Grammys Latinos no currículo, compositor confirmou que estará entre as atrações da cerimônia de abertura. Foto: Michelly Rall /Getty Images

Com cinco Grammys Latinos no currículo, compositor confirmou que estará entre as atrações da cerimônia de abertura
Foto: Michelly Rall /Getty Images

Recheado primordialmente por atrações mexicanas, a cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos, marcada para a próxima sexta-feira, ganhou um nome de fora do país-sede com peso no cenário musical latino-americano e europeu: o colombiano Juanes confirmou, por meio do perfil oficial no Twitter, que será mais uma atração na abertura em Guadalajara.

"Nos vemos em Guadalajara no próximo dia 14 de outubro para a abertura dos Jogos Pan-Americanos. Feliz de voltar ao México", escreveu o artista, na noite da última quinta-feira.

Outra atração da festa e amigo de Juanes, Alejandro Fernández (responsável por interpretar o tema oficial do Pan) agradeceu ao amigo por aceitar o convite de se apresentar em Guadalajara, também via Twitter.

Vencedor de cinco Grammys Latinos e com cinco álbuns lançados na carreira solo, o colombiano é conhecido por algumas baladas pop e rock. Não é a primeira vez que Juanes se apresenta em uma festa de abertura. Na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, ele se apresentou no Estádio Soccer City, cantando um de seus sucessos: "La Camisa Negra". Também fez participação especial no último DVD da cantora baiana Ivete Sangalo.

Além de Juanes e Alejandro, estão confirmados para a cerimônia de abertura artistas como Maná, Lila Downs, Eugenia León e Nortec Collective Presents Bostich + Fussible, que darão um caráter eclético à cerimônia marcada pela variedade de ritmos como mariachi, rock, pop, eletrônico e música clássica.

Pan 2011 no Terra

O Terra transmitirá simultaneamente até 13 eventos, ao vivo e em HD, dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara via web, tablets e celular.

Com uma equipe com mais de 220 profissionais, a maior empresa de Internet da América Latina fará a mais completa cobertura da competição que será realizada de 14 a 30 de outubro, trazendo, direto do México, a preparação de atletas, detalhes da organização e toda a competição, com conteúdo em texto, fotos, vídeos, infográficos e muita interatividade.

Acesse também a cobertura em:
http://m.terra.com.br/guadalajara2011
http://tablet.terra.com.br
http://wap.terra.com.br/pan2011/


Cantora mexicana confirma presença em festa de abertura do Pan
04 de outubro de 2011 • 11h37 • atualizado às 12h06

Eugenia León é mais uma atração confirmada na abertura. Foto: AFP

Eugenia León é mais uma atração confirmada na abertura
Foto: AFP

A cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara já tem mais uma atração confirmada. Trata-se de Eugenia León, de grande sucesso no México e em diversos países da América Latina, com 25 álbuns lançados em gêneros como bolero, tango e outros ritmos populares no país. A informação é do jornal mexicano El Occidental e foi confirmada pelo site oficial da cantora, nesta terça-feira.

Com isso, a artista soma-se à lista de atrações na festa de abertura, em 14 de outubro, que conta com Vicente Fernández (que vai cantar o hino nacional do México), Alejandro Fernández (intérprete do tema oficial do Pan), Lila Downs e o grupo Maná - que fez apresentação no Rock in Rio, na última semana.

Em declaração ao site local Informador, a mais nova atração do Pan confirmou que vai apresentar uma canção feita especialmente para os Jogos, chamada "Sigue Tus Sueños" (Siga Seus Sonhos, em português).

Se a cerimônia de abertura terá vários artistas nativos do país-sede, a organização do Pan 2011 confirmou algumas atrações internacionais para a cerimônia de encerramento dos Jogos, em 30 de outubro, como o cantor pop portorriquenho Ricky Martin e o grupo de reggae jamaicano The Wailers.

Pan 2011 no Terra

O Terra transmitirá simultaneamente até 13 eventos, ao vivo e em HD, dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara via web, tablets e celular.

Com uma equipe com mais de 220 profissionais, a maior empresa de Internet da América Latina fará a mais completa cobertura da competição que será realizada de 14 a 30 de outubro, trazendo, direto do México, a preparação de atletas, detalhes da organização e toda a competição, com conteúdo em texto, fotos, vídeos, infográficos e muita interatividade.


Tenor e soprano serão atrações na cerimônia de abertura do Pan
05 de outubro de 2011 • 17h11 • atualizado às 17h13

Há poucos dia da festa de cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 14 de outubro, a relação de artistas que se envolverão com a apresentação cresce a cada dia. Nesta terça-feira, mais duas atrações foram confirmadas, de acordo com o site mexicano Informador: o tenor José Luis Duvala e a soprano Olivia Gorra.

Duval tem sólida carreira no México e já cantou em alguns dos principais teatros pelo mundo interpretando diversas óperas.

Olivia também é muito reconhecida no México e atualmente faz parte do elenco do Metropolitan Opera House de Nova York. Com 25 anos de carreira artística, ela se prepara para fazer uma turne mexicana com o tenor italiano Andrea Bocelli.

Além da dupla, outras atrações como Vicente e Alejandro Fernández, Maná, Lila Downs, Eugenia León e Nortec Collective Presents Bostich + Fussible são os artistas já confirmados e que darão um caráter eclético à certimônia de abertura, maercada pela variedade de ritmos como mariachi, rock, pop, música eletrônica e música clássica.


Maná, Vicente y Alejandro Fernández animarán apertura de los Panamericanos

Archivo | Maná estará presente en la ceremonia de inauguración.

Maná, Vicente y Alejandro Fernández animarán apertura de los Panamericanos

AP | México | Publicado el 4 de octubre de 2011

A 10 días de la inauguración de los Juegos Panamericanos en Guadalajara, los organizadores comienzan a revelar detalles sobre los artistas que participarán de la ceremonia de inauguración, que dicen será la "más grande" que se haya visto en América latina.

Los DJs Bostich + Fussible, de Nortec Collective, participarán en la apertura del 14 de octubre, junto con grandes de la canción mexicana como Vicente Fernández y su hijo Alejandro, el grupo Maná, Lila Downs y Eugenia León.

En la ceremonia de clausura del 30 de octubre, actuarán músicos internacionales como Ricky Martin y la histórica banda de reggae The Wailers.

Alejandro Fernández presentará por primera vez en vivo El mismo Sol, el tema oficial de los Panamericanos, tras ser elegido por el gobierno estatal de Jalisco para dar voz a la pieza escrita por el peruano Gianmarco y producida por el chileno Humberto Gatica.

"La canción El mismo Sol me gusta porque es un himno de esperanza, es una canción alentadora, motivadora e incluyente. Es una canción que invita a luchar por los sueños", dijo Alejandro Fernández. Fernández también grabó una versión del tema en "portuñol" al lado del brasileño Seu Jorge.

La ceremonias serán producidas por la empresa californiana Five Currents, que también organiza las celebraciones de los Juegos Olímpicos y Paralímpicos de Londres 2012.

"Vamos a vivir el evento y el espectáculo más grande que se haya presentado en el país y en América Latina", dijo Herbert Taylor, coordinador de las ceremonias. "Va a ser un evento sensacional".

"(Será) una fiesta inteligente, moderna... un momento mágico y (mostrará) un México osado en atreverse a hacer cosas de altos vuelos", agregó.

Más de 3.000 personas participarán, desde bailarines para las coreografías y personal tras bambalinas. El presupuesto de los espectáculos es de 24 millones de dólares e incluye la apertura y clausura de los Juegos Parapanamericanos, que se harán en Guadalajara del 12 al 20 de noviembre.

Cada ceremonia en los Panamericanos durará dos horas, dividida en tres segmentos con diferentes coreografías. En ellas se hará un recorrido por el pasado, el presente y el futuro de Jalisco y la nación mexicana.

Los voluntarios que darán forma a las coreografías, reclutados en escuelas circenses y de danza de Jalisco, ya ensayan todo el día.

"Se va a desarrollar en estas tres etapas y va a ser muy claro para el que lo va a ver, para el que lo va a vivir", dijo Taylor. "Con claridad se distingue lo que fuimos, lo que somos y lo que seremos".

Los Fernández y Maná fueron elegidos para la apertura considerando "lo más grande que tenía Jalisco para presentarle al mundo".

Para Maná, participar representa un doble triunfo: actuarán por vez primera en una gala deportiva y lo harán en su ciudad de origen.

"Es la primera vez que estamos en un evento deportivo, ni mundiales, olimpíadas... Nos da gusto y más que sea allí en Guadalajara, donde se formó el grupo", dijo el bajista Juan Calleros.

En la apertura también estará el Mariachi Vargas de Tecalitlán, uno de los grupos emblemáticos de la música tradicional mexicana, con la canción Los Panamericanos, que exalta el espíritu del encuentro deportivo.

"Habla mucho de cómo Guadalajara como ciudad está con buena vibra, como muy contenta de recibir los Juegos Panamericanos", dijo Fernanda Trujillo, directora de publicidad del grupo.

La seguridad durante la inauguración será alta y contempla la intervención del estado mayor presidencial, por la asistencia del presidente Felipe Calderón.

Los espectáculos y los deportes se han visto afectados por la ola de violencia que azota a varias regiones de México, por eso la celebración llega en un momento clave, dijo el guitarrista de Maná.

"Es una forma también en las noticias, en los medios, de hablar de algo bueno que está sucediendo en México", dijo González. "No todo es negro en México. Hay cosas maravillosas que están pasando, pero desafortunadamente no las difunden".

Canção oficial do Pan é gravada em conjunto com Alejandro Fernandez e Seu Jorge

Mais uma matéria exibida na record sobre a música do Pan!